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Segunda, 25 Maio 2015 08:39

6º Congresso de Inovação da Indústria promove debate entre setores público e privado

 
Luis Fernandes, presidente da Finep, foi palestrante no Congresso.
 
 
 
 

“Certamente, devemos reunir esforços para disseminar a cultura e o fomento da inovação em todos os setores, e operar em toda a cadeia de geração do conhecimento que leva a esse caminho”, afirmou Luis Fernandes, presidente da Finep, durante o painel “Financiamento e Inovação”, no primeiro dia do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, no dia 13/5, em São Paulo. Segundo Fernandes, “mesmo numa posição desfavorável na atual corrida veloz mundial pela inovação, o Brasil pode escolher um caminho de repensar sua política industrial com uma governança mais eficaz e efetiva, além de promover uma melhor articulação dos setores público e privado”, disse.

O evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Sebrae, reúne especialistas, empresários e representantes de ministérios e de agências de fomento do Governo, como Finep e BNDES, e vai até o dia 14/5. Na abertura do Congresso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldo Rebelo, disse que “não há fronteiras entre os interesses público e privado para se buscar a inovação, mas sim o interesse nacional como denominador comum”. Aldo também afirmou que o compromisso do MCTI “é recompor seu orçamento e os Fundos Setoriais, além de fortalecer iniciativas vitoriosas, como aEmbrapii”.

Robson Andrade, presidente da CNI, afirmou que a instituição tem mantido diálogo com o Governo, sugerindo iniciativas que visem melhorar a competitividade da indústria brasileira. Andrade lembrou que a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) tem dado “uma contribuição fundamental nessa questão, lutando para que a inovação seja uma estratégia de desenvolvimento nas empresas, e não apenas uma agenda pontual”. O presidente do Sebrae, Luiz Barreto, disse que “há inúmeras oportunidades para a indústria, mesmo no atual momento de retração”.

Investimento público

No painel “Financiamento e Inovação”, Mariana Mazzucato, especialista em inovação, professora da Universidade de Sussex , Inglaterra, disse que a imagem caricatural de que o papel do investimento público na economia e inovação no mundo, que seria apenas “regulador e burocratizante”, não se sustenta. De acordo com ela, o Estado é um dos maiores investidores em inovação em países desenvolvidos, diferente da imagem que o senso comum tem, e que a “ação prática da inovação só aconteceria no setor privado”. “Nos EUA, agências públicas, como o Departamento de Defesa, a Nasa, Saúde e Energia, são responsáveis por imensos investimentos de risco, maiores do que qualquer empresa privada”, disse.

A professora diz que o mesmo ocorre em bancos e agências públicas e de investimento, como na China, Alemanha e Rússia, citando o BNDES e a Finep, no caso brasileiro. Mariana afirma que o Governo brasileiro, desde 2002, tem mostrado que é “possível investir e crescer sem deixar de lado a mitigação da pobreza, por exemplo”. Apesar do momento de esfriamento econômico no Brasil, ela considera “excessivas as críticas que se fazem a tudo que se refere ao Governo. A especialista finalizou sua fala dizendo que “há, sem dúvida, vários problemas a serem contornados no Brasil, mas que é importantíssimo que se compreenda a dimensão do Estado como empreendedor ativo, o que realmente é. Agora a hora é de reativar conversas com agendas positivas e pensar criativamente para realizar reformas no setor público”, afirmou.
 

Inovação e RH

No mesmo painel, o pesquisador do Center for Digital Business do Massachussetts Institute of Technology (MIT), Michael Schrage, disse que crédito e outras formas de incentivo à inovação dificilmente terão resultados sem um componente essencial: pessoas. “Se você se importa com inovação, precisa investir em capital humano. O futuro da inovação no Brasil será resultado dos investimentos que o País – governo e empresas – fizer em recursos humanos agora”, afirmou.

Sucesso empresarial

Representantes da MEI lançaram, durante o evento, um livro com 22 casos de sucesso de empreendedorismo no Brasil, além de um manifesto em que conclamam empresários e Governo para a urgência do fortalecimento da inovação, para dinamizar e impulsionar o desenvolvimento do País. No final do primeiro dia do Congresso, aconteceram painéis de discussão sobre Mobilidade Urbana e Tendências em áreas de ponta em ciência e tecnologia. Veja detalhes da programação.

Chamada CNI/Sebrae e Prêmio

A CNI e o Sebrae lançaram a primeira edição da Chamada Nacional de Projetos, que terá aporte de R$ 20,5 milhões. A iniciativa visa apoiar, técnica e financeiramente, micro e pequenas empresas industriais por meio de consultorias em gestão da inovação e gestão empresarial. Os projetos devem ser apresentados pelos Núcleos Estaduais de Inovação do Sistema Indústria, sediados nas Federações, SESI, SENAI e IEL, em parceria com as Unidades Federativas do Sebrae.

No final do dia, foi realizada a cerimônia do Prêmio Nacional de Inovação, pela CNI e Sebrae, com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Movimento Brasil Competitivo (MBC), Finep – Inovação e Pesquisa - e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Conheça os vencedores.

Fonte:http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?noticia=6o-congresso-de-inovacao-da-industria-promove-debate-entre-setores-publico-e-privado

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